Olá meu nome é Mariana e tenho 23 anos. Tenho depressão, síndrome do pânico e sou extremamente antissocial. Sei que não sou a única pessoa do mundo a ter estes problemas e por isso criei este blog, pois quero compartilhar experiências de vida junto com outros que vivem na mesma situação que eu. Sou uma pessoa muito religiosa, acredito muito em Deus e acho que é devido a minha fé que ainda estou viva. Pessoas como eu que sofrem de depressão e crises de pânico pensam constantemente em suicídio, mesmo que talvez não sejam pensamentos muito frequentes. Eu sei porém, que a morte não resolveria meus problemas e eu ainda faria minha família sofrer muito.
Estou sempre em busca de coisas que façam com que eu me sinta bem, sejam músicas, poemas, livros ou filmes e procurarei compartilhar estas coisas com vocês e espero que vocês também compartilhem algo comigo. Quase não tenho amigos e me sinto extremamente solitária, por isso quem quiser fazer amizade saibam que estou a disposição. Bom galera por hoje é isto o que tenho a dizer, é só uma breve apresentação, vou postar mais coisas em breve e pra terminar gostaria de deixar com vocês um poema de Florbela Espanca, uma poetisa portuguesa que também sofria com a depressão. Vale a pesquisar mais sobre a história dela, eu recomendo.
Um abraço a todos...
Florbela Espanca
A Vida
É vão o amor, o ódio, ou o desdém;
Inútil o desejo e o sentimento...
Lançar um grande amor aos pés d'alguém
O mesmo é que lançar flores ao vento!
Todos somos no mundo "Pedro Sem",
Uma alegria é feita dum tormento,
Um riso é sempre o eco dum lamento,
Sabe-se lá um beijo donde vem!
A mais nobre ilusão morre... desfaz-se...
Uma saudade morta em nós renasce
Que no mesmo momento é já perdida...
Amar-te a vida inteira eu não podia...
A gente esquece sempre o bem dum dia.
Que queres, ó meu Amor, se é isto a Vida!...
Florbela Espanca, in "Livro de Sóror Saudade"
Inútil o desejo e o sentimento...
Lançar um grande amor aos pés d'alguém
O mesmo é que lançar flores ao vento!
Todos somos no mundo "Pedro Sem",
Uma alegria é feita dum tormento,
Um riso é sempre o eco dum lamento,
Sabe-se lá um beijo donde vem!
A mais nobre ilusão morre... desfaz-se...
Uma saudade morta em nós renasce
Que no mesmo momento é já perdida...
Amar-te a vida inteira eu não podia...
A gente esquece sempre o bem dum dia.
Que queres, ó meu Amor, se é isto a Vida!...
Florbela Espanca, in "Livro de Sóror Saudade"
